O que leva uma pessoa a fazer o bem, mesmo sem nenhum interesse individual nem reconhecimento? Quem já foi voluntário sabe que a experiência traz muitos ganhos também para quem a promove.
Os benefícios do altruísmo - tão claros para quem o pratica - são, agora, reforçados pela ciência.
Um estudo comandado pelo neurocientista brasileiro Jorge Moll Neto, pesquisador dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou que fazer uma boa ação é biologicamente prazeroso, assim como comer chocolate, fazer sexo ou ganhar dinheiro.
Segundo a pesquisa, ao fazerem o bem as pessoas acionam o sistema de recompensa no cérebro - o mesmo que se acende em situações de prazer.
Publicado na revista PNAS e noticiado pelo jornal O Estado de São Paulo, o estudo envolveu 19 voluntários, submetidos à ressonância magnética funcional. Enquanto estavam monitorados, deveriam decidir o que fazer com os US$ 128 que haviam recebido pouco antes: guardar a quantia para si ou doá-la para alguma instituição filantrópica. Em média, os participantes doaram metade do valor.
De acordo com a ressonância, a doação ativava o sistema de recompensa e outra parte do cérebro, o córtex subgenual, relacionado às ligações de longo prazo entre as pessoas. Só de pensar em fazer o bem, os voluntários liberavam uma carga de dopamina (neurotransmissor envolvido na sensação de bem-estar).
Agora é o cérebro quem diz: fazer o bem faz bem.
Bruno Ayres - Coordenador do Portal do Voluntário
http://blog.portaldovoluntario.org.br/?p=52
NB
Confira a matéria no jornal O Estado de São Paulo:
http://www.estado.com.br/editorias/2007/01/03/ger-1.93.7.20070103.8.1.xml








