Falando sobre o Dr. Walter Loewenstein - Meu pai (QUAL A SUA OPINIÃO?) escrito em sábado 16 agosto 2008 16:47

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Por Marta Loewenstein*
Ele tinha o maior orgulho de tudo que havia construído e conquistado na Aliança Metalúrgica (que ele chamava simplesmente a Fábrica). Estas conquistas conseguidas a duras penas eram batalhas diárias com seu pai, Max Loewenstein, que, sempre que podia, restringia as verbas para os melhoramentos que queria introduzir na Fábrica. Mas ele conseguia convencer o pai. Tinha sempre bons argumentos e sabia como tocar o “orgulho” do pai. Em 1960 a Fábrica era a quinta melhor do Brasil na área de metalúrgicas.
Meu pai era um excepcional observador de pessoas. Percebeu que os empregados, na segunda-feira, chegavam cansados e aconteciam muitos acidentes, principalmente se o Corinthians ganhasse o jogo do domingo:  era o efeito comemoração.

Então introduziu um novo horário de trabalho: na segunda podiam chegar uma hora mais tarde – a taxa de acidente reduziu-se drasticamente.

Havia um grande refeitório e sempre muito limpo. Os empregados almoçavam refeição preparada sob um cardápio elaborado por nutricionistas (já na década de 60!) e pagavam o equivalente a centavos de cruzeiro, que era descontado do salário – hoje são os tickets refeição. Ele também almoçava lá. Não havia separação entre empregados e a Diretoria.

Mas ele reparou que os empregados ficavam muito anciosos pela chegada do horário do almoço e quando a sirene tocava, saiam correndo para o refeitório. Alguma coisa não estava certa!  Acabou descobrindo que a maioria saía de casa sem tomar o café da manhã! Então introduziu o “café da manhã”. Os empregados chegavam 10 minutos mais cedo e recebiam, livre de custos, um belo copo de café com leite e um pão com bastante manteiga. Acabou a correria para o refeitório na hora do almoço e todos trabalhavam bem mais animados no período da manhã. Obviamente também diminuiu mais ainda a taxa de acidentes.

Na linha de produção mais leve, principalmete polimento e montagem de fechaduras, ele empregava cegos, surdos e mudos, cadeirantes – eles eram mais dedicados. E mulheres que tinham mãos mais delicadas e não quebravam as peças menores.

Mas estas mulheres também eram mães. Então montou-se uma creche, ali mesmo dentro da Fábrica. Todas as mães podiam, a cada duas horas,  ver e amamentar seus bebês. Era um espaço muito aconchegante e os bebês cuidados por enfermeiras e assistentes de neo-pediatria. Ninguém ficava ansioso, nem a mãe nem o bebê.

Os empregados, às vezes, ficavam doentes. As filas do Serviço Médico do Sindicato dos Metalúrgicos e do IAPI eram piores do que as atuais filas do INSS. Um serviço médico dentro da Fábrica ficava bem mais barato e o empregado não faltava ao serviço. O plantão de 24 horas era coberto por enfermeiros/as diplomados e todos os dias médicos, a cada dia uma especialidade, atendiam os empregados com hora marcada, para que não precisassem  abandonar seu posto de trabalho para enfrentar filas. Alguns tinham problemas dentários: meu pai montou um gabinete dentário e colocou o primo dele, Dr. Arne Koblinski, um bom dentista, para atendimento dentário. Era tão bom o serviço que até eu fazia meu tratamento lá.

Se o empregado tinha algum problema familiar ou emocional era atendido pela Assitente Social ou pelo Psicólogo, que estavam todos os dias trabalhando junto ao Departamento Pessoal. Se tinha problemas financeiros podia pedir um adiantamento sobre o salário. E tinha um empréstimo a longo prazo para construção de casa própria.

Como não haviam ainda os tickets alimentação foi montada uma cooperativa onde os empregados compravam alimentos e roupas e o valor era descontado da folha de pagamento. Mas estes alimentos e roupas eram repassados a preço de atacado. A Cooperativa não visava lucro!

Muitos empregados moravam longe: dois ônibus da Fábrica iam buscá-los.

No Jaçanã não existiam jardins de infância. Ele construiu um nos fundos da Fábrica com muitos aparelhos de recreação para os filhos dos empregados.  Eu adorava ir lá. Já tinha oito ou nove anos mas parecia que o Jardim havia sido construído para mim! E tinha um nome parecido com o  meu: Martha Löwentein, que era minha bizavó. Claro que os pais das crianças também podiam brincar! Um belo campo de futebol e outros atrativos para adultos estavam à disposição deles fora do horário do expediente.

Uma Lei nova instituiu as CIPAs - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, no Brasil. A da Aliança foi uma das primeiras a ser instituída e meu pai participava da maioria das reuniões. Muitas boas idéias surgiram destas reuniões, e o empregado que as tinha sugerido, se elas se mostrassem exeqüíveis, ganhava prêmios, que podiam ser até em dinheiro!  Adotou-se o uso dos turbantes para todas as mulheres, seus cabelos não encostavam nas máquinas e não sujavam!

O SENAI estava sendo montado, não tinha ainda oficinas para treinar os alunos. Meu pai ofereceu a oficina de ferramentaria para que dessem aulas à noite quando as máquinas ficavam ociosas. Foi uma das primeiras oficinas do SENAI no Brasil.

Um aluno muito esperto e inteligente, que meu pai elogiava muito, tomava duas conduções para chegar à Fábrica. Quase não perdia aula. Nos ônibus de São Bernardo até o Jaçanã ele aproveitava para estudar, ou dormir, quando estava muito cansado. Numa noite um dos seus colegas cochilou sobre uma das máquinas e ele se acidentou. Perdeu o dedo mindinho num dos tornos. Meu pai cuidou para que ele tivesse a melhor assistência. Ele se formou como ferramenteiro e foi trabalhar em São Bernardo. Lá percebeu que nenhuma fábrica tinha o que ele havia visto na Aliança.

Alguns anos mais tarde este menino virou lider sindical e “bagunçou” a vida do Brasil. Tanto fez que chegou à Presidência deste país.

O nome dele?  Luis Inácio da Silva, que ainda não era Lula!

* Marta é poeta, fotógrafa e orquidófila

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Mensagem aberta a minha Amiga Cris Meinberg do Formare (CASOS DE SUCESSO) escrito em sexta 15 agosto 2008 22:43

Blog de cathy : Toca da Cathy, Mensagem aberta a minha Amiga Cris Meinberg do Formare

Foto: 13 de agosto, formatura da primeira turma do Formare em Amparo

{#}Querida Cris,

Quando conheci o Formare, primeiro através de referências do terceiro setor, e em seguida, em Amparo na Magneti Marelli, tive a certeza de que fazemos parte de uma grande rede de pessoas de boa vontade, prontas para ajudar o Brasil. Você que brilha de entusiasmo, como representante da Fundação Iochpe, dona da franquia social Formare, é uma das grandes responsáveis pelo sucesso desse magnífico projeto de educação empresarial para jovens. Com sua simpatia e alegria naturais, cativa a todos e injeta energia para ir em frente. Pelo Brasil. Obrigada por sua amizade, ela é muito importante para mim.

Convido você e os meus caros leitores a visitar o blog Jornal Amparo que mantenho para dar boas notícias do que acontece aqui e onde escrevi um artigo sobre o evento de formatura de ontem. Foi muito bonito e emocionante. O Formare é um Grande Exemplo a ser seguido. Você lê mais clicando aqui.

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Aviso importante a todos (FATOS RELEVANTES) escrito em quinta 14 agosto 2008 10:44

Amigas e amigos.

Em janeiro de 2001 criei a Agência Eletrônica Comunicação e Marketing em Brasília para dar seguimento ao trabalho que vinha fazendo no Governo Eletrônico durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. A Agência realizou muitos produtos bacanas, mais de 20 eventos, uma revista (a extinta RSD - Revista da Sociedade Digital que você pode conhecer clicando aqui), um projeto social de inclusão digital (Comunidade Brasil - Internet para Todos) como empresa voluntária em 2002 no Mato Grosso e uma série de televisão com o Canal Futura sobre a sociedade da informação (também intitulada Comunidade Brasil).

Desde 2006, a Agência Eletrônica está viva juridicamente mas não tem mais nenhum projeto em sua carteira. Decidi mudar. Minha empresa sempre teve características muito mais de ONG do que de empresa comercial. Portanto decidi continuar meus projetos como ONG e não mais como empresa. Juridicamente falando a empresa continua, até porque ainda tem algumas pendências tributárias que estou honrando. Mas já retirei do ar o site da Agência Eletrônica (www.agenciaeletronica.net) e meu email principal passa a ser cathyhenry.brasil@gmail.com.

Como sabem os amigos mais chegados, estou há 4 anos em Amparo e desenvolvendo meu projeto de vida que é o de tornar minha casa um projeto auto-sustentável. Minha casa se chama Toca da Cathy (e esse blog é o espelho dela na internet). Nela já inaugurei dia 19 de julho o Memorial Maestro Georges Henry. E em breve começarei a dar aulas de internet, lá também, para jovens de classes desfavorecidas e pessoas de terceira e quarta idade. Esse projeto já conta com a parceria da ATN - Associação de Telecentros de Negócios que doou cinco computadores IBM, da AMD (Oldnet) e da WIFI Livre que vai disponibilizar o acesso sem fio no local. O curso que estou compondo também se chama Comunidade Brasil. Além desse espaço de aula, minha casa também terá um bar privê que sustentará toda a casa e que já tem nome Bar da Toca. Minha aposta é a de conseguir um equilíbrio financeiro e pessoal que me permita continuar servindo as pessoas que precisam de oportunidades para crescer na vida e que me permita sobreviver de meu trabalho.

A Agência Eletrônica foi uma grande alavanca mas não me serve mais. Portanto ela se despede do mundo virtual e este blog passa a ser meu endereço principal na internet.

Um grande abraço a todos que acreditaram e continuam acreditando no meu trabalho. Qualquer coisa, estou por aqui! {#}

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Cobre de seu candidato: Governo Eletrônico e Inclusão Digital (CIDADANIA ELETRÔNICA) escrito em quinta 07 agosto 2008 10:47

Blog de cathy : Toca da Cathy, Cobre de seu candidato: Governo Eletrônico e Inclusão Digital

As eleições municipais estão chegando. As campanhas já começaram. Uma das prioridades para a eficiência da governança é a integração possibilitada pelo governo eletrônico (e-gov). Do outro lado da moeda do e-gov está a inclusão digital. Sem a universalização do acesso à internet, fica difícil um governo eletrônico ser democrático. Portanto, se você tem acesso a seu candidato a prefeito, cobre isso dele. E se quiser ter todos os argumentos para convencê-lo, leia um artigo acadêmico muito bem feito, clicando aqui.

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Um livro que você deve ler (DICAS) escrito em sábado 02 agosto 2008 15:51

Blog de cathy : Toca da Cathy, Um livro que você deve ler

(...) uma pequena amostra de um assunto que precisa ser conhecido pela opinião pública brasileira de forma mais clara e abrangente: o Foro de São Paulo – FSP. E por que este assunto precisa ser conhecido? Pelo fato de que o FSP é a única força política organizada e coesa na América Latina. Continuar insistindo na irrelevância do Foro de São Paulo, ou pior, em que esse não passa de uma “teoria da conspiração” (afirmação, não por acaso, repetida sobretudo por alguns dos próprios membros do PT, sendo ele próprio um integrante do FSP) torna-se não apenas uma atitude de ignorância suicida, mas sobretudo de covardia criminosa, diante dos rumos que a política e a sociedade brasileiras estão tomando, cada vez mais sombrios.

Cumpre, portanto, aos homens de bem e que ocupam posições de destaque por suas profissões e formação intelectual, ao menos conhecer o potencial destruidor da ideologia que guia o Foro de São Paulo, e tirar suas próprias conclusões sobre a organização. É ela um mero “clube de amigos” saudosistas de uma tirania genocida sem semelhante na história da humanidade (como é o comunismo), mas sem potencial algum de ação efetiva em nossos dias, ou uma organização habilitada a pautar a política de vários governos latino-americanos e, em especial, do Brasil?

Compra-se pela internet por R$ 31,20 no endereço: http://www.erealizacoes.com.br/ecom/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=248

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