No ar, mais de 190 programas sobre literatura latino-americana  (DICAS) escrito em quarta 05 dezembro 2007 21:55

Blog de cathy :Toca da Cathy, No ar, mais de 190 programas sobre literatura latino-americana

Ilustração:

A revanche dos peixes dourados de  Sandy Skoglund (1981) ou como diz Gabriel Garcia Marques em Doce cuentos peregrinos: "A luz é como a água"

Isso é o que eu chamo de  um verdadeiro presente de Natal: 190 programas em áudio sobre literatura latino-americana. O VoIT e a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo estão de parabéns!

Cumprindo edital da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Podcast VoIT coloca no ar para o público brasileiro e latino americano mais de 190 programas no formato podcast. Podcast são programas de áudio concebidos especialmente para serem veiculados via Internet. Batizado de “O Brasil e a Integração com a Literatura Latino-Americana”, o projeto tem como proposta incentivar a leitura e fazer entender a necessidade de aproximar a literatura brasileira e o leitor brasileiro das produções culturais dos países da América Latina.

A intenção foi estabelecer uma ponte para diálogos entre os grandes escritores e como exemplo podem ser citados os brasileiros Euclides da Cunha e Guimarães Rosa, o mestre paraguaio Augusto Roa Bastos, os contos uruguaios de Juan Carlos Onetti, a brasileira Clarice Lispector, os argentinos Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Macedonio Fernández e o cubano Alejo Carpentier.

Do Haiti conheceremos o escritor Jacques Romains e do Peru José Maria Arguedas e Mario Vargas Llosa, não esquecendo do colombiano Gabriel García Márquez e dos mexicanos Juan Rulfo e Carlos Fuentes.

E apresentaremos a literatura chilena na poesia de Pablo Neruda e nos romances de José Donoso.

Para compor esse panorama foram entrevistados críticos de literatura e escritores de renome internacional e cada entrevista é dividida em mini-séries de até 12 programas, que podem ser acessados de qualquer computador.

O projeto “O Brasil e a Integração com a Literatura Latino-Americana” é uma concepção, criação e direção geral de Rui Veiga, jornalista e pesquisador da USP na área de literatura. A direção de áudio é do jornalista Guido Orlando Jr, que realiza a apresentação juntamente com a também jornalista Rita Barreto, responsável pelos textos.

Para acessar todos os programas, CLIQUE AQUI .

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Conclusões da VI Oficina para a Inclusão Digital  (INCLUSÃO DIGITAL) escrito em terça 04 dezembro 2007 19:38

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Foto: Beatriz Tibiriçá, Rodrigo Assumpção, César Alvarez e Paulo Lima

O encerramento da Oficina, dia 29 de novembro em Salvador, foi marcado pelo leitura da Carta de Salvador e anúncio da criação do 1º Prêmio Nacional de Ações de Inclusão Digital. Baseado no Tratado IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), o governo brasileiro lançará concurso na área de Inclusão Digital e anunciará os ganhadores ao fim da próxima Oficina, em 2008. Os vencedores irão a Índia e África do Sul, em 2009, conhecer os projetos vencedores dos concursos destes países e receberão os representantes destes aqui no Brasil.

A Oficina contou com a participação de 1.620 inscritos. Destes, cerca de 960 são baianos e 450 pessoas dos mais variados estados contaram com o apoio do governo federal para virem ao evento.

Recorde de visitantes este ano, 2.400 pessoas circularam entre as plenárias e as oficinas, superando a circulação de 1.300 pessoas/dia na Oficina de 2006. À exceção de Roraima, pessoas de todos os estados da federação brasileira estiveram presentes.

“Isso representa a adesão total da sociedade ao debate. As pessoas trocando experiências, cada grupo relatando seus feitos, a apresentação de cases de sucesso exemplares. Vimos também a produção audiovisual e gráfica dos grupos, exemplos de rádios web e uma gama de oficinas realizadas. O balanço final desta Oficina é ótimo!”, comentou Assumpção.

O governo apresentou como meta, até o final do 2º mandato, que todas as escolas públicas tenham laboratórios de informática, a construção de infovias -muito discutida durante o evento-, e a regulação de impostos que facilitem o programa Equipamentos para Todos.  

César Alvarez, Assessor da Presidência, afirmou: “a necessidade do uso das novas tecnologias é base para a construção de um Brasil moderno. Temos que melhorar os serviços e fortalecer as políticas públicas de Inclusão Digital, através de ações pedagógicas e estruturais.”

Perguntado sobre a formação do Conselho Federal ou Secretaria de Inclusão Digital, Alvarez respondeu: “para a inclusão tecnológica, o governo precisa da participação das comunidades e que as associações de moradores atuem como gerentes locais sob a supervisão das prefeituras municipais. Esta Secretaria virá no momento certo. O momento é de aproveitarmos o agente descentralizador, a Casa Brasil, e o lançamento do ONID – Observatório Nacional de Inclusão Digital."

A importância do acesso público em espaços públicos, sem fins lucrativos, mas com auto-sustentabilidade; construção de infovias; economia solidária; conteúdos locais de produção e difusão; governança na internet e politicas públicas de Inclusão Digital foram os temas debatidos no evento, iniciado desde o último dia 26, em Salvador.

Fonte: http://oficina.inclusaodigital.gov.br

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Psicotecnologia: que bicho é esse?  (REFLEXÕES) escrito em segunda 03 dezembro 2007 19:01

Blog de cathy :Toca da Cathy, Psicotecnologia: que bicho é esse?

Doutor em sociologia da arte e em língua e literatura francesa, Derrick de Kerckhove, canadense nascido na Bélgica em 1944, dirige há mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da Universidade de Toronto.

Ele esteve no Brasil no início do mês para uma série de palestras e falou à Folha, em São Paulo. A seguir, os principais trechos da entrevista dada ao jornalista Rodolfo Lucena.

FOLHA - O senhor inventou o termo psicotecnologia. O que é esse conceito e como chegou a ele?

DE KERCKHOVE - Foi pelas relações com a linguagem. A linguagem está relacionada com nossa mente, com nossos pensamentos. Tem um poder próprio, de ação, de meditação, de ordenação de idéias, quando é escrita. Toda tecnologia de suporte à linguagem é uma psicotecnologia. É uma tecnologia que, via linguagem, conecta o indivíduo, o interior e o exterior. A psicotecnologia é, predominantemente, uma tecnologia da linguagem. E cada vez que muda o suporte para a linguagem, muda a sensibilidade do usuário e da cultura.

FOLHA - Como isso acontece?

DE KERCKHOVE - Um exemplo é o alfabeto, que criou o ser privado, um sentimento muito forte de si mesmo, de identidade própria. Uma diferença entre o mundo lá de fora, que era objetivo, e essa pessoa aqui, subjetiva. Foi uma mudança poderosa, pois isso não existia na tribo. Na tribo, você era parte dela, você se misturava, mesclava, obedecia aos comandos, respondia às exigências, mas não se abstraía do coletivo. Você estava sempre dentro da tribo ou da família. Na sociedade oral, não havia uma individualidade muito forte, uma referência sobre si mesmo. Com a psicotecnologia, você tem esse sentimento de forma muito forte. E com a internet você tem o maior casamento mítico de todos, o casamento da velocidade máxima com a complexidade máxima: a complexidade da linguagem e a velocidade da luz. Nós falamos com a velocidade da luz. As psicotecnologias estão constantemente emergindo... Seja o telefone celular, que concentra toda a história das comunicações em uma pequena máquina que você leva no bolso, ou seja a altíssima complexidade dos supercomputadores ou dos computadores quânticos, que virão no futuro... Ou qualquer software, ou a web 2.0: você pode multiplicar a inteligência conectada na web 2.0 em qualquer configuração. Pode ser a Wikipédia, que é uma forma, ou o del.icio.us ou o furl, que são softwares sociais. Qualquer variedade de interação humana, software, isso é psicotecnologia. Um blog é uma psicotecnologia, é toda uma nova forma de conectividade entre as pessoas, pois você não apenas coloca lá seus pensamentos e idéia, mas o blog funciona com os comentários dos visitantes... Todas essas coisas estão acontecendo mais rapidamente do que nós conseguimos absorvê-las...

Vivemos hoje a era sem fio, que é também experimentada aqui no Brasil. Pelo que eu já vi, melhor aqui do que em outros lugares do mundo, porque você tem aqui -nos hotéis, pelo menos- um acesso melhor, sem ter de passar pelos rituais exigidos na Europa. É uma sociedade muito conectada...

FOLHA - Mas apenas para pouca gente...

DE KERCKHOVE - Sim e não. Isso ainda está para ser visto. Há uma discussão hoje sobre conectar as favelas. É preciso ter uma solução, e isso poderia ser testado, pelo menos em uma delas. Sim, eu concordo que muita gente está excluída desse processo, mas é muito menos do que se pensa, se você considerar os telefones celulares. Todo mundo tem telefone...

FOLHA - Pré-pago.

DE KERCKHOVE - O futuro próximo do telefone celular é ficar mais e mais parecido com um computador. Esqueça Negroponte e seu laptop de US$ 100. O que teremos será um celular de US$ 50, de US$ 20, que vai fazer tudo o que você precisa. Estou querendo dizer que, na verdade, não há uma divisão digital, mas sim um choque. Os dois grupos se chocam, se encontram. Sim, há enormes distâncias econômicas e sociais, muito fortes. Mas você não pode simplesmente dizer que as duas coisas são iguais. A única relação possível do mundo digital com as contradições sociais e econômicas é no sentido de melhorá-las, de reduzi-las. Além disso, as pessoas da favela, elas estão tendo acesso. Ok, é em LAN houses, mas estão lá.

FOLHA - E qual o impacto disso na vida das pessoas?

DE KERCKHOVE - Globalização. Quando você carrega o mundo em seu bolso, você é global, querendo ou não, sabendo ou não, gostando ou não. Nós estamos globalizados, nós estamos conectados com o resto do mundo. Nós já estávamos ligados pelas notícias, pela televisão, que traz as notícias do mundo para nossa sala, mostrando a chegada do homem à Lua, mostrando o mundo... Nós fomos socializados pela televisão de uma forma global, com certeza, e é por isso que McLuhan falava da aldeia global. Mas agora nós somos cidadãos globais, cidadãos do mundo. E isso é por causa dessa coisinha que carregamos no nosso bolso.

FOLHA - O cidadão não é mais passivo...

DE KERCKHOVE - De jeito nenhum, e isso tem sido de grande ajuda para a humanidade, especialmente para as sociedades mais atrasadas, para as pessoas que não sabem escrever. Essas pessoas agora podem falar pelo telefone, conversar, dar e receber notícias, podem perguntar sobre a situação do mercado na área em que eles atuam, enfim, há muita coisa que elas podem fazer. A sociedade oral está recuperando um pouco do poder e da importância que perdeu para a sociedade letrada. E os aspectos locais são enriquecidos pela conexão global. A aldeia local, onde nós estamos, onde atuamos, trabalhamos, é enriquecida pela dimensão global. Nós funcionamos ao mesmo tempo local e globalmente, e nossa identidade está mudando, nossa sensibilidade está mudando.

FOLHA - E isso é bom? 

DE KERCKHOVE - Sim, é muito positivo. O mundo está mudando, deixando de ser planejado e projetado e organizado, para ser emergente, auto-organizado... Claro que há aspectos negativos... O terrorismo é um aspecto emergente...

FOLHA - E há regras, governos que querem mandar no mundo...

DE KERCKHOVE - Você tem razão, e isso é um problema, e nós teremos de enfrentar esse problema. A sua personalidade digital é cada vez menos uma propriedade sua, e mais uma propriedade do conjunto. McLuhan costumava dizer: "Quanto mais sabem a seu respeito, menos você existe". Sua persona digital escapa cada vez mais de seu controle. Você não controla sua reputação, você não controla os dados sobre você que são coletados por bancos. McLuhan dizia que a tecnologia iria nos apagar, apagar o indivíduo e deixar tudo sob o controle do Estado ou de algum sistema regulador, um Big Brother automatizado. Essa possibilidade existe... Mas a experiência de liberdade... Uma vez que essa idéia entra na sociedade...

Acho que nós vamos nos adaptando, vamos descobrir que podemos manter alguma coisa de nossa identidade ao mesmo tempo em que hiperconectamos. Vamos encontrar uma solução de compromisso, um meio-termo.
Já existe, entre mim e o exterior, entre público e privado. No Facebook, você está público, mas você faz dele um uso particular, ele é de seu uso particular. Isso é bom? Nós já passamos do estágio do bem e do mal.

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Natal eletrônico seguro  (DICAS) escrito em segunda 03 dezembro 2007 12:29

Blog de cathy :Toca da Cathy, Natal eletrônico seguro

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), listou 20 “mandamentos” que os usuários de Internet devem seguir. Confira as dicas:

1. Nunca empreste seu cartão para ninguém nem permita que estranhos o examinem sob qualquer pretexto. Pode haver troca do cartão, sem que você perceba;

2. Não deixe seu cartão sem assinatura;

3. Muita atenção na hora de digitar sua senha nos pagamentos com cartão de crédito e débito. Confira se o campo no qual você está digitando sua senha é, mesmo, o destinado à senha. Ao efetuar pagamentos com seu cartão, não deixe que ele fique longe do seu controle e tome cuidado para que ninguém observe a digitação da sua senha. Se estiver efetuando o pagamento com cartão de crédito em locais com máquinas manuais e alegarem que o comprovante não ficou bem decalcado, exija que a mesma e a cópia carbono sejam rasgadas e inutilizadas. Ao receber de volta o cartão verifique se é efetivamente o seu ;

4. Se não conseguir memorizar a senha e precisar anotá-la, guarde a anotação em lugar diferente do cartão, reduzindo seus riscos em caso de roubo ou perda;

5. Caso seu cartão seja roubado, perdido ou extraviado, comunique o fato imediatamente à Central de Atendimento do banco emissor, pedindo o cancelamento. Em caso de assalto, também registre a ocorrência na delegacia mais próxima;

6. Em caso de retenção do cartão no caixa automático, aperte as teclas “ANULA” ou “CANCELA” e comunique-se imediatamente com o banco. Tente utilizar o telefone da cabine para comunicar o fato. Se ele não estiver funcionando, pode tratar-se de tentativa de golpe. Nesses casos nunca aceite ajuda de desconhecidos, mesmo que digam trabalhar no banco, nem aceite usar celular emprestado, nem digite senha alguma na máquina ou qualquer aparelho mesmo que seja celular;

7. Tome especial cuidado com esbarrões ou encontros acidentais, que possam levá-lo a perder de vista, temporariamente, o seu cartão magnético. Se isso ocorrer, verifique se o cartão que está em seu poder é realmente o seu. Em caso negativo, comunique o fato imediatamente ao banco;

8. Solicite sempre a via do comprovante da operação e, antes de assiná-lo, confira o valor declarado da compra;

9. Ao sair, leve cartões e talões de cheques de forma segura, sem deixá-los a mostra. Assim, você evita riscos desnecessários;

10. Em viagem não deixe bolsa ou carteira em locais de trânsito de pessoas;

11. Se for efetuar compras com seu cartão pela Internet, procure, antes, saber se o site é confiável e se tem sistema de segurança para garantia das transações;

12. Evite expor seu cartão a campo magnético (rádio, alarme de veículo, vídeo, celular, etc.) ou ao calor. Ambos podem prejudicar os registros da tarja magnética do cartão, impedindo sua leitura pelas máquinas.

13. Atenção com e-mails de origem desconhecida, que aguçam a sua curiosidade ou que contenham mensagens como “Você está sendo traído”; “Seu nome está na lista de devedores do Serasa (ou do SPC)”; “Confira: fotos picantes”. Esses e-mails costumam ser a porta de entrada para programas espiões que roubam as senhas do usuário e dão origem às fraudes. Na dúvida, delete o e-mail antes mesmo de abri-lo;

14. Mantenha seu sistema operacional e programas antivírus atualizados;

15. Evitar acessar sua conta por meio de sites de bancos (Internet-banking) se estiver utilizando computadores instalados em locais de grande circulação de pessoas, como cyber cafés, lan-houses e outros computadores, mesmo que pessoais, de seu local de trabalho ou estudo que são compartilhados com outras pessoas;

16. Troque periodicamente a senha utilizada para acessar seu banco na Internet;

17. Mantenha em local seguro e fora da vista de terceiros os dispositivos de segurança de seu banco, como cartões de senhas e tokens;

18. Se estiver em dúvida em relação à segurança de algum procedimento no Internet-banking, entre em contato com o banco. Prevenção é a melhor forma de segurança;

19. Acompanhe os lançamentos em sua conta corrente. Caso constate qualquer crédito ou débito irregular, entre imediatamente em contato com o banco;

20. Na desconfiança do acesso à página de seu Internet Banking, clique na barra superior de seu browser e movimente a janela, caso algum conteúdo existente na página não acompanhe sua movimentação pode ser o indício de um programa espião em seu computador.

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Comissão aprova mudança no voto eletrônico e irrita TSE  (FATOS RELEVANTES) escrito em sexta 30 novembro 2007 18:02

Uma subcomissão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem quatro projetos que alteram a sistemática do voto eletrônico no Brasil. Os projetos ainda terão que ser submetidos à própria CCJ, mas já irritaram o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, que classificou a mudança de retrocesso. A principal modificação proposta é a visualização do voto na tela da urna. O eleitor poderá conferir seu voto visualmente, sem contato manual. Os votos ficarão registrados na urna e poderão ser submetidos a recontagem física.
Outra proposta prevê a realização de auditoria em 2% das seções de cada Zona Eleitoral, para que haja confronto entre os dados dos boletins da Justiça Eleitoral e a recontagem dos votos materializados. O resultado eleitoral só poderá ser proclamado após a conclusão das auditorias. Os projetos, de autoria do deputado Vital do Rego Filho (PMDB-PB), foram aprovados ontem, por unanimidade, em sessão com a presença de seis deputados.
Além da materialização do voto, o projeto também determina que o código-fonte dos programas de computador utilizados nas urnas eletrônicas sejam abertos para permitir que representantes e advogados de partidos e universidades possam saber como funciona o sistema. Os outros projetos mudam o formato do título eleitoral, incluindo foto e digital, e permitem o voto do eleitor que está fora de sua zona eleitoral.
O presidente da subcomissão, Geraldo Magela (PT-DF), disse que as medidas são necessárias para evitar fraudes:
- Fizemos várias audiências e todos, inclusive técnicos do TSE, reconheceram que não há 100% de confiabilidade na tecnologia de informática. Se o TSE tivesse nos convencido que há outra possibilidade que dê segurança de auditagem, não teríamos caminhado para isso.
O presidente do TSE disse que ficou perplexo com a aprovação da proposta na subcomissão e não poupou críticas aos parlamentares. Para ele, apenas candidatos que já amargaram alguma derrota nas urnas podem ter interesse de modificar o atual sistema de votação. Ele ressaltou que, após a informatização do voto, nenhuma eleição foi questionada com indícios fortes de fraude.
- O TSE vê nesse projeto um retrocesso, uma tentativa de se restabelecer o critério anterior, da cédula em papel. Há algo oculto nessa tentativa de se menosprezar o que hoje é orgulho nacional - disse o ministro.
Ele afirmou que a mudança demandará mais tempo na apuração dos votos. Hoje, os brasileiros podem conhecer os candidatos vitoriosos poucas horas após o fim da votação. O ministro calcula que, com o novo sistema, esse momento poderá ser adiado em até uma semana:
- Vejo incoerência.Vamos ter a auditoria do sistema eletrônico pelo sistema ultrapassado, que é o da cédula de papel.
Para Marco Aurélio, o projeto desrespeita a garantia constitucional de sigilo do voto e, se aprovado, será declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, isso aconteceria se o eleitor verificar a incoerência entre o voto dado e a visualização, e chamar o fiscal eleitoral. Marco Aurélio acredita que a proposta será barrada no Congresso. O deputado ACM Neto (DEM-BA) diz que lutará para derrubar a proposta na CCJ por entender que ela fragiliza a segurança do voto.
Fonte: O Globo por Isabel Braga e Carolina Brígido
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