Voltei para casa e...  (PESSOAL E TRANSFERÍVEL) escrito em quinta 18 março 2010 23:09

Blog de cathy :Toca da Cathy, Voltei para casa e...

Pronto, já cheguei em Amparo. Quase 15 dias fora de casa! O Closet da Mel terminou dia 14 e dia 15 vieram nos entrevistar para um programa feminino de televisão. A jornalista prometeu nos avisar e nos mandar um CD com o programa editado. Prometo que posto aqui as soon as possible.  A entrevistadora pediu que criassemos um nome para essa nova profissão que consiste em atender à necessidade de uma mulher que queira abrir espaço em seu closet, revendendo suas roupas para outras mulheres que não se importam se a roupa é semi-nova contanto que seja bem mais barata e em bom estado. E é. 10% do valor de uma nova! Nada mal! Criamos o nome: garimpeiras de closet. Idéia bacana da minha prima Marie.

Voltei dia 17, ontem. E à noite já tinha um compromisso importante: a eleição dos membros do Conselho Municipal de Cultura de Amparo. Pronto. Sou a conselheira de cultura digital no CMC. A turma é grande. 22 membros. 11 da sociedade civil organizada e 11 da Prefeitura. Só fera na sociedade civil. Os melhores de Amparo, hehehe. Até meu pai entrou nessa. Conselheiro de Música. Dia 29 a gente acaba a composição do Conselho e começa a trabalhar! Dou notícias sobre isso por aqui e no blog "AmparoCult" sob responsabilidade do CMC:http://amparocult.wordpress.com.

E amanhã na Casa do Teatro, aqui em Amparo, às 20 horas, vou comentar o filme de Sofia Coppola sobre Maria Antonieta, rainha da França à época da Revolução Francesa. Quem quiser, está convidado! Vamos assistir ao filme e depois conversar sobre essa personagem histórica da minha terra natal. Nascida em Viena em 1755, casou-se aos 14 anos com o delfim da França, Louis Auguste, que 4 anos depois se tornaria o rei Louis XVI. Teve 4 filhos, 3 morreram ainda pequenos. Foi protagonista de escândalos pois sua alegria de viver incomodava os padrões hipócritas da corte francesa da época. Após ter ganho de seu marido uma casa de campo, o Petit Tranon, Marie Antoinette passava mais tempo entre as amigas e amigos do que na Corte. Era lá também que recebia seu amante, o conde sueco Axel von Fersen com quem viveu uma verdadeira história de amor. Stefan Zweig, autor de uma das mais famosas histórias sobre a rainha, conta em seu livro que Marie Antoinette não tinha uma vida sexual ativa com seu marido que sofria de dores devido a uma fimose severa. Aos 38 anos, foi decapitada pelos revolucionários após ter ficado presa em condições sub-humanas durante 3 anos no Palais des Tuilleries e alguns meses na Concièrgerie. Foi levada ao suplício dentro de uma gaiola. A linda e alegre rainha que se preocupava com os pobres e tinha uma coração caridoso morreu como se fosse a grande culpada pela fome e pelas injustiças da Monarquia. Ah! e não, ela não disse "se eles não tem pão, deem-lhes brioches". Amanhã se estiver por aqui, não deixe de ir a Casa do Teatro, vou adorar.

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