A Escola de
Administração de Empresas de São Paulo da
Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) divulgou
nesta quinta-feira (8) a 10ª edição da Pesquisa
de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro. Segundo
Alberto Luiz Albertin, professor responsável pela pesquisa,
o comércio eletrônico movimentou aproximadamente US$
170 bilhões no Brasil em 2007.
Sem revelar o crescimento desta
cifra em relação a 2006, Albertin destaca o fato de
as transações de negócio-a-negócio
(B2B) terem ultrapassado, pela primeira vez, a casa dos 50% do
total transacionado pelo comércio eletrônico no
País. Segundo o estudo, o B2B respondeu por 55,33% desse
valor, enquanto o B2C representou 19,18%.
No ano de 2007, considerando que os
gastos e investimentos em comércio eletrônico ainda
são muito pequenos (0,37% do faturamento líquido no
setor de indústria; 1,15%, em comércio; e 1,69% em
serviços), Albertin explica que notou-se que as empresas
passaram a utilizar de forma mais efetiva as
aplicações de e-commerce que já haviam
desenvolvido. Mesmo tendo ficado abaixo das expectativas de
crescimento de utilização, diz ele.
Outro item que Albertin destaca
é a volta do crescimento do uso das comunidades como modelos
de integração para o e-commerce. “As empresas
enfim começam a entender como isso pode lhes trazer
retorno”, comenta o professor, acrescentando que algumas
delas utilizam comunidades e marcam presença em, por
exemplo, redes como Orkut ou mesmo o Second Life, para testar
produtos, modelos de negócios e tendências. As
comunidades foram apontadas por 28,8% das 419 empresas ouvidas pela
FGV. O ERP e a Intranet ainda são os modelos de
integração mais utilizados, citados por 87,24% e
86,56% dos entrevistados, respectivamente.
O índice de
customização de soluções, até
mesmo em decorrência do maior uso das comunidades para
integrar ofertas, também cresceu. Mais e mais empresas
vêem a contribuição desse modelo de
negócios para o incremento de suas atividades de
comércio eletrônico.
Além disso, merece destaque,
de acordo com Albertin, o fato de as empresas agora dedicarem mais
atenção ao relacionamento com o cliente do que a
questões de segurança e privacidade. “A
questão da segurança está consolidada. As
empresas sabem que agora é preciso estabelecer um bom
relacionamento com o cliente”, conclui Albertin.
Fonte: Site Convergência
Digital
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