Reputação é tudo  escrito em segunda 01 setembro 2008 10:52

Indiscutivelmente, a internet transformou-se nos últimos anos numa poderosa ferramenta de informação, capaz tanto de construir quanto de destruir reputações, o que se tornou também uma fonte de preocupação principalmente para as empresas. Com o aumento exponencial dos fóruns de discussão, blogs e redes sociais, as organizações nunca estiveram tão expostas a cobranças de consumidores e a pressões sociais, ambientais e políticas. Hoje, internautas e sobretudo clientes usam a rede mundial desde para denunciar irregularidades até para apontar problemas com produtos e com o atendimento. Em resumo, com a expansão da web, a vigilância sobre as empresas nunca foi tão grande. A Dell que o diga. Em 2005, a fabricante norte-americana de computadores teve sua imagem seriamente abalada por causa de problemas com sua assistência técnica. O caso, já bastante difundido na web, aconteceu com o jornalista Jeff Jarvis. Ao ligar seu computador, um laptop da marca recém-adquirido, percebeu que ele estava com defeito. Como havia comprado o equipamento com direito a suporte em casa durante dois anos, acionou o serviço. Após descrever em detalhes o problema, obteve como resposta que de nada adiantaria a visita de um técnico. Dezenas de conversas telefônicas depois, e ainda sem uma solução, Jarvis concordou em enviar o laptop para o conserto. A máquina voltou com diversas peças trocadas e sem o defeito resolvido. Envolveu-se, então, numa longa troca de e-mails, e de nada adiantou. Irritado, o jornalista publicou em site pessoal, o blog BuzzMachine, um post com o relato detalhado do seu calvário, sob o sugestivo nome de Dell Hell (inferno da Dell). A história se espalhou por todos os cantos do ciberespaço e foi parar nas páginas de jornais como o New York Times, Washington Post e Wall Street Journal. No Brasil, um caso muito conhecido ocorreu entre um consumidor e a Fiat Automóveis. Em 2002, o jornalista e professor universitário Maritônio Barreto de Almeida, residente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, adiantou 15,5 mil reais como parte de pagamento de um Fiat Stilo 1.8, cujo valor total era de 42,6 mil reais. Mas o carro não chegou. Depois de 51 dias de espera e sem ter nenhuma satisfação da montadora, mesmo após o envio de e-mails, fax e diversos telefonemas para o serviço de atendimento ao cliente, ele decidiu criar um site em tom satírico, que rapidamente ganhou notoriedade na rede. Maritônio se vestiu de palhaço para protestar contra o que considerou descaso e mau atendimento da montadora, e estampou a foto na página. A montadora não achou graça e emitiu uma notificação extrajudicial exigindo que o provedor de hospedagem retirasse a página do ar. Este, no entanto, não aceitou as exigências da Fiat e manteve o site funcionando, até que uma determinação judicial exigiu a retirada da página da internet. O jornalista chegou a mudar de provedor, mas a Fiat entrou com uma ação na Justiça, que ordenou que o Registro.br, órgão responsável pelo controle de domínios criados no Brasil, cancelasse o domínio ‘maritonio.com.br’. Apesar de a multinacional ter conseguido fechar o site, o caso teve enorme repercussão na internet, o que, sem dúvida, causou grande desgaste à marca. Os dois episódios ajudam a confirmar um aforismo já antigo do mundo dos negócios, segundo o qual uma marca leva anos para ser construída, mas a sua destruição pode durar minutos. Quando ela é exposta na internet, então, o dano pode ser muito maior e mais rápido, e manchar ou arrasar a reputação de uma empresa num piscar de olhos. Um estudo recente realizado pelo Ibope/NetRatings, que analisou o comportamento dos usuários que navegam em sites relacionados a comunidades e blogs, em dez países da América Latina, Europa e Ásia, corrobora a percepção de que as redes sociais têm forte influência em relação à sustentação ou destruição de uma marca ou reputação de uma organização. No caso específico do Brasil o impacto, positivo ou negativo, tende a ser ainda maior, pois é o país que mais acessa redes sociais, com 18,5 milhões de pessoas, conforme dados do instituto de pesquisas. Segundo a empresa, se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e sistemas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões de brasileiros que usam as redes sociais, o que representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente. “O crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”, afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings. O estudo, que fez parte de uma espécie de relatório piloto de um novo produto anunciado pelo instituto de pesquisas, batizado de Redes Sociais, usou como referência as grandes montadoras de automóveis e a relação destas com as redes de relacionamento. Os resultados obtidos mostram dados interessantes. Um deles é que caso elas decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, as montadoras falariam para cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Por outro lado, se os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras. Persona virtual Um outro estudo, este do Aberdeen Group, constatou, no entanto, que as empresas, de modo geral, já começam a se dar conta da importância da internet também como ferramenta de alerta quando a reputação de suas marcas está em risco, seja devido ao defeito em um produto ou porque um cliente está decepcionado com os serviços prestados. O que muitas companhias ainda não sabem é como medir o quanto a exposição negativa na rede mundial pode afetar os negócios e como agir diante de uma situação dessas. De acordo com o consultor sênior do grupo Conectt, Cacau Guarnieri, a palavra-chave é feedback. “A empresa precisa procurar ter um retorno detalhado para saber o que está acontecendo, e o primeiro passo é freqüentar a blogosfera e participar de fóruns de discussão e redes sociais para saber o que se fala na internet a respeito dela. Mas isso deve ser feito sem nenhuma interferência, nenhuma ‘contaminação’. O objetivo deve ser receber o feedback e gerenciar os resultados”, enfatiza. O consultor explica que a reputação digital é atribuída também ao que se convencionou chamar de persona virtual –ou seja a representação na web de uma pessoa ou empresa, que pode ser por meio de conteúdos publicados, avatares (representações criadas dentro do mundo virtual), serviços e produtos oferecidos. Ele observa que a reputação digital é construída sempre pelo “outro”. “Por exemplo, quando colocamos uma avaliação positiva para um vendedor no mercado livre estamos ajudando a construir sua reputação digital, que pode ser positiva ou negativa. O mesmo acontece quando damos estrelas para um determinado vídeo no YouTube ou recebemos o comentário de alguma pessoa em nosso blog. A reputação digital serve para gerar valor e feedback para as nossas ações na web. É por meio da reputação digital que criamos referências e segurança quando precisamos delas dentro do caos de informação ou de ambientes que demandam relações baseadas na confiança – como os de comércio digital”, detalha. Guarnieri destaca, porém, que a reputação digital pode ser construída tanto de forma positiva como extremamente negativa. “Assistimos a casos da utilização de redes de relacionamento, como o Orkut, para ações bastante destrutivas de reputações. Nesse caso, são ataques ou bullying que partem do digital e repercutem no real, no físico. O meio digital amplifica e facilita o ataque e o anonimato do agressor.” Para a advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck Pinheiro, as empresas antes somente se preocupavam com o que colocavam na internet, mas agora têm de se estar atentas ao que é colocado sobre elas na rede mundial. Ela salienta também que a web não só ampliou a repercussão dos problemas com a reputação de uma empresa como também diversificou os riscos. Entre as principais situações de perigo que podem levar uma empresa a ter sua imagem manchada, a advogada cita o vazamento de informação confidencial, como, por exemplo, de um projeto discutido em um blog ou site de relacionamento; informações divulgadas por terceiros que podem estremecer as relações com fornecedores e parceiros negócios, ou impactar o desempenho das ações em bolsa, no caso de companhias de capital aberto; a violação dos direitos do consumidor e a concorrência desleal, como o uso de links patrocinados (anúncios exibidos na lateral das páginas de busca do Google ou outro site de buscas) para uma marca que a empresa revende, por exemplo, para trazer clientes em seu benefício. Um dos problemas mais comuns envolvendo a reputação na web, porém, apontado por Patrícia, é a utilização do nome de domínio por empresas que não detêm o direito sobre a marca. Segundo ela, no Brasil, mais de mil casos já foram à Justiça devido à disputa por endereços eletrônicos. Em alguns, donos das marcas venceram quando a intenção de golpe ficou clara. Esse tipo de apropriação, diz a advogada, viola a lei de propriedade industrial “porque possibilita que o terceiro não detentor do direito da marca confunda o usuário da rede, trazendo, inclusive, prejuízos de ordem financeira ao titular e induzindo o consumidor a erro, pois poderá adquirir produto pensando ser de determinada marca, quando na realidade é de outra”. Em casos com esse, Patrícia recomenda que a empresa detentora da marca envie uma notificação extrajudicial exigindo do infrator o bloqueio, retirada e a guarda do conteúdo como prova. Gerenciamento da marca O impacto que um comentário feito em um blog, por exemplo, pode ter sobre uma marca é imensurável. Qualquer pessoa pode criar um blog e começar a falar para todo o planeta. “As pessoas estão acostumadas a trabalhar com níveis estrondosos, mas com a internet elas precisam compreender que não é necessário 1 milhão de comentários falando mal da empresa, basta um único para que ele se espalhe rapidamente”, alerta Claudia Woods, diretora de estratégia e inteligência da Predicta, consultoria especializada na área de marketing digital. O caso da Dell é ilustrativo do que fala a consultora – o que começou como reclamação de um único consumidor se transformou em uma discussão nacional. Por isso, o desafio das empresas, segundo ela, é achar o equilíbrio tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. “Às vezes, mesmo um simples comentário, que não contenha necessariamente um tom crítico, é um indicativo de algum problema”, observa Claudia. Outro aspecto sensível é a decisão de reagir ou não a um comentário desfavorável à empresa. Mas para isso, a diretora da Predicta esclarece que a empresa precisa ter um plano de gerenciamento da marca e estabelecer limites de até onde são aceitáveis as críticas ou os protestos de um cliente. “O primeiro passo para isso é simples, basta que a empresa abra espaço – um blog, por exemplo – para ouvir e dialogar com os clientes. Mas ela precisa ter consciência de que não se trata das cartas de leitores tradicionais, em que os leitores escrevem reagindo, positiva ou negativamente, ao que leram, e que podem ser filtradas. Num blog não há como impedir que uma pessoa se manifeste.” A criação de blogs, grupos de discussão e comunidades é apontada por especialistas em web como uma demonstração de que a empresa está disposta a dialogar com seus clientes. Na verdade, trata-se de um trabalho preventivo, segundo Alexandre Kavinski, diretor de novos negócios da Mídia Digital, uma agência de comunicação online que oferece soluções completas em internet, mídia on-line, criação de websites, publicidade na internet. Ele explica que a sustentação da reputação on-line envolve dois aspectos: a proteção da imagem da empresa em si e a monitoração constante dos consumidores na internet. “Mas as empresas precisam ter claro que não basta somente controlar a reputação, é necessário que desenvolvam um trabalho de posicionamento da marca, ou seja, como ela quer que o consumidor a veja ou a associe.” Kavinski diz que o que se percebe no mercado brasileiro é que muitas empresas estão presentes na internet sem saber o que desejam atingir. “E isso pode ser frustrante”, alerta o executivo. Os especialistas são unânimes em salientar que quando uma pessoa ou um grupo está atuante e determinado a protestar, o pior que você pode fazer é ignorá-lo. Mesmo que os ataques sejam pequenos, as empresas não podem se dar ao luxo de cruzar os braços. A Dell, ao menos, aprendeu a lição. Após a repercussão do caso do jornalista Jeff Jarvis, a fabricante criou um site chamado Idea Storm (Tempestade de Idéias) para receber sugestões e reclamações dos clientes. Outras empresas preocupadas com a sua reputação na web deveriam seguir o mesmo caminho.

Fonte: TI Inside

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A CIA - Central Intelligence Agency obtém ricas informações de blogs  escrito em segunda 25 agosto 2008 21:18

Blog de cathy : Toca da Cathy, A CIA - Central Intelligence Agency obtém ricas informações de blogs

Publicado no Blog Inteligência Competitiva

"CIA mines 'rich' content from blogs" (CIA pesquisa rico conteúdo de blogs) é o título do artigo publicado no "The Washington Times" de 24 de agosto de 2008, mostrando como os blogs podem ser uma valiosa fonte de informações.

É importante para quem tem um blog saber o que deve ou não publicar, pois esta ferramenta de comunicação, aparentemente inofensiva, tem abrangência mundial e é fonte de informação aberta, podendo ser acessada por qualquer pessoa.

Este blog passa, a partir deste momento, ser monitorado pela CIA pelo fato de terem sido utilizadas algumas palavras-chave, associadas à segurança doméstica americana e que são sistematicamente monitoradas pelos sistemas de rastreamento de comunicações (telefone, fax e email) da NSA - National Security Agency.

O artigo do "The Washington Times" foi mantido em inglês, como originalmente publicado.

President Bush and U.S. policy-makers are receiving more intelligence from open sources such as Internet blogs and foreign newspapers than they previously did, senior intelligence officials said.

The new Open Source Center (OSC) at CIA headquarters recently stepped up data collection and analysis based on bloggers worldwide and is developing new methods to gauge the reliability of the content, said OSC Director Douglas J. Naquin.

"A lot of blogs now have become very big on the Internet, and we're getting a lot of rich information on blogs that are telling us a lot about social perspectives and everything from what the general feeling is to ... people putting information on there that doesn't exist anywhere else," Mr. Naquin told The Washington Times.

Eliot A. Jardines, assistant deputy director of national intelligence for open source, said the amount of unclassified intelligence reaching Mr. Bush and senior policy-makers has increased as a result of the center's creation in November.

"We're certainly scoring a number of wins with our ultimate customer," said Mr. Jardines, who became the first high-level official in charge of the government's nonsecret intelligence in December.

"I can't get into detail of what, but I'll just say the amount of open source reporting that goes into the president's daily brief has gone up rather significantly," Mr. Jardines said. "There has been a real interest at the highest levels of our government, and we've been able to consistently deliver products that are on par with the rest of the intelligence community."

Mr. Naquin said recent OSC successes have included the discovery of a technology advance in a foreign country. Also, most data on avian flu outbreaks come from open sources, he said.

"Have we got coups out of it? Close to it," Mr. Naquin said. "But certainly we've had more insight than we've ever had before."

The OSC uses powerful computers and software technology to "sift" the Internet for valuable intelligence. It also buys information from commercial databases.

In the past, open-source reports were used mainly by intelligence analysts.

"But now our customer base literally ranges from the president to local police departments," Mr. Naquin said. The Fairfax County police use OSC products, as do police departments in San Diego, New York and Baltimore. The center also provides support to the U.S. military.

A Defense Department official said Chinese military bloggers have become a valuable source of intelligence on Beijing's secret military buildup. For example, China built its first Yuan-class attack submarine at an underground factory that was unknown to U.S. intelligence until a photo of the submarine appeared on the Internet in 2004.

The center took over the CIA's Foreign Broadcast Information Service, known as FBIS, that was formed in 1941 to translate foreign broadcasts.

The OSC is doubling its staff and bringing in material from 32 government agencies that also produce unclassified reports, Mr. Jardines said.

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Internet gratis e o desenvolvimento sustentável  escrito em quarta 23 julho 2008 21:31

Blog de cathy : Toca da Cathy, Internet gratis e o desenvolvimento sustentável

Por Marcelo Lobo *

A tecnologia é um instrumento fundamental para a definição de investimentos, desenvolvimento, geração de empregos, renda, educação de uma cidade e inclusão digital do cidadão. A infra-estrutura urbana não deve se limitar apenas a avenidas, varrição, água e luz. É importante que as grandes metrópoles possuam um planejamento de infra-estrutura tecnológica. E a cidade de São Paulo necessita de imediato de um projeto que leve internet grátis aos seus moradores. Além de refletir em um grande avanço estrutural, diminuirá o trânsito e auxiliará na melhora da qualidade do nosso meio ambiente, pelo estímulo do trabalho em casa, o chamado home office.

O crescimento desorganizado dos grandes centros urbanos provoca problemas insustentáveis como os congestionamentos. Já chegou a hora de São Paulo seguir o exemplo de outras cidades do mundo, como San Francisco (EUA) e Paris, que concedem internet grátis aos cidadãos, e com isso procurar soluções para seus problemas de mobilidade e de qualidade ambiental.

A internet grátis pode contribuir para a diminuição do caos do trânsito em São Paulo. Pesquisa realizada pelo professor de Engenharia de Transportes da Universidade de São Paulo (USP) Jaime Waisman, mostra que cerca de 70% dos deslocamentos na cidade são de ida e volta para o trabalho. Esse número poderá ser reduzido drasticamente com um projeto de infra-estrutura tecnológica e o incentivo do home office. Esse modelo de trabalho reduz o tempo perdido nos engarrafamentos, aumenta a produtividade e auxilia no combate a questões crônicas como a baixa qualidade do ar, o aumento da poluição, o estresse e outros problemas de saúde e psicológicos provocados pelo trânsito.

Segundo estudos realizados pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, a cidade de São Paulo perde por ano R$ 4,1 bilhões com congestionamentos, e o paulistano poderia converter em renda 30% do tempo que perde para se deslocar até o escritório. Esses dados demonstram a urgência no investimento nesta estrutura tecnológica.

Além disso, a internet grátis pode ser uma grande aliada da educação da população, principalmente a mais carente. Ela pode propiciar a inclusão digital de milhares de crianças e adolescentes das regiões periféricas da cidade, que hoje não têm acesso ao mundo virtual por não poder pagar pelo serviço. Por esse motivo, a inclusão dessa parte da população no mundo digital é essencial para aumentar o seu conhecimento cultural, auxiliar no estudo e pesquisa escolar e também no desenvolvimento de pequenos negócios.

Cidades no mundo que aderiram ao home office mostram resultados positivos, tanto para empresas que aumentaram seus ganhos, quanto para os poderes públicos que viram suas vias menos congestionadas. Em Los Angeles (EUA), por exemplo, esse novelo modelo de trabalho em casa reduziu em 6% as viagens para o trabalho, e as empresas que aderiram a esse modelo de gestão receberam incentivos ficais. E São Paulo pode trilhar pelo mesmo caminho de desenvolvimento sustentável e respirar novos ares.

* Marcelo Lobo é advogado, especialista em Direito Processual Civil do Dabul & Reis Lobo Advogados Associados.

Fonte: Envolverde/Instituto Ethos, divulgado por Claudia Amaral

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Do mundo virtual ao espiritual  escrito em terça 15 julho 2008 22:08

Blog de cathy : Toca da Cathy, Do mundo virtual ao espiritual

Por Frei Betto *

Ao  viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus  mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois  modelos produz felicidade?"

Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à  aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho  tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de  balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota  robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de  meditação!"

Estamos construindo  super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que  o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se  não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os  currículos escolares incluírem aulas de  meditação!

Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de  ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como  estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade:  análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela  internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no  mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os  valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de  abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado,  pois somos também eticamente virtuais…

A  cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.  Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada  semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A  palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da  imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

Os psicanalistas tentam  descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu,  que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão.  Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele  não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si  mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento  globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para  uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse. 

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita  uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história  daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping  centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;  neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas  calçadas...

Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.  Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista,  sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar,  certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do McDonald's… 

Costumo  advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo  um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates,  filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:  "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser  feliz."

* Frei Betto é escritor, autor, em parceria com  Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond), entre  outros livros.

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Senhores professores, usem a internet!  escrito em segunda 07 julho 2008 20:54

Blog de cathy : Toca da Cathy, Senhores professores, usem a internet!

Hoje, é pelo computador que os jovens lêem, escrevem e discutem. Segundo a Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil de 2007 (TIC Domicílios 2007), 55% dos internautas brasileiros de 16 a 24 anos acessam a rede de computadores diariamente.

"Porém, os professores têm muito pouca familiaridade com as novas tecnologias, se comparados com os alunos". O alerta é da professora do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), Elisa Wolynec, atuante na área de Planejamento e Avaliação Educacional e participante do Congresso Educar Educador 2008, em São Paulo (SP). Segundo ela, professores freqüentemente restringem a Internet como fonte de pesquisa para trabalhos e, em alguns casos, chegam a preferir textos escritos à mão ao invés de digitados. 

Segundo os professores presentes no evento, o receio é de que o conteúdo seja copiado sem ser aprendido ou, às vezes, nem ao menos lido. Para Elisa, os educadores precisam procurar novos métodos que permitam e abracem o aprendizado na Web, integrando a informática ao ensino de um modo que facilite e pontencialize o acesso à informação. 

O professor de administração de empresas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), especialista em Tecnologia Educacional, César Adames, que também participou do evento, apontou diversos serviços gratuitos à disposição de professores interessados em aproveitar bem esse potencial. Fóruns, blogs, grupos de e-mail, chats, entre outros, cada um pode ser aproveitado de diferentes maneiras. Um professor, por exemplo, pode criar o seu blog, no qual são postados conteúdos complementares à matéria. Além disso, pode também ser criado um blog coletivo da turma, ou mesmo o blog de um livro, atualizados pelos alunos. Já o fórum, que pode ser criado através do Orkut, pode ser usado para promover discussões coordenadas e mediadas pelo professor. 

Para tudo isso, basta que exista acesso ao computador e à Internet, diz Adames. A utilização dos serviços é gratuita, e não é essencial que os alunos possuam um computador pessoal, pois podem acessar a Internet na escola. Mesmo assim, é preciso ressaltar que a mesma pesquisa que identificou o grande uso da rede pelos jovens revelou também que a porcentagem de usuários que acessam a Internet da escola diminuiu de 21% em 2005 para 15% em 2007.

Fonte: Portal Aprendiz

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