REFLEXÕES

Falta de mão-de-obra ameaça crescimento do Brasil  (REFLEXÕES) escrito em quarta 02 julho 2008 22:06

Blog de cathy :Toca da Cathy, Falta de mão-de-obra ameaça crescimento do Brasil

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal americano "The New York Times" ("NYT") afirma que a falta de mão-de-obra qualificada "ameaça" as metas de crescimento econômico do Brasil.

Sob o título "Procuram-se trabalhadores qualificados para uma economia em crescimento no Brasil", o texto diz ainda que isto poderia afetar "a ascensão política e econômica" do país no cenário internacional.

"Após anos de expansão e contração, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está projetando um período de crescimento sustentado, com o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo 5% ao ano de agora até 2010, e cerca de 3% a 4% ao ano na década seguinte", lembra o jornal.

"Mas muitas empresas e economistas, incluindo alguns do governo, dizem que a escassez de mão-de-obra altamente qualificada, particularmente engenheiros e técnicos profissionais, ameaçará estas metas, assim como a ascensão política e econômica do Brasil."

A reportagem afirma que a falta de mão-de-obra se espalha "por diversos setores da indústria".

"A falta de engenheiros civis e de construção ameaça projetos de infra-estrutura; áreas como bancos, fabricação de aviões, petroquímica e metalurgia estão todas competindo pelos melhores graduados; na indústria de petróleo e gás, que experimenta um boom, as empresas estão recorrendo a mão-de-obra estrangeira porque não há brasileiros qualificados suficientes para o trabalho."

O artigo cita um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), segundo o qual mais da metade de 1.715 empresas pesquisadas em setembro não conseguia contratar os trabalhadores qualificados de que necessitava.

As soluções de curto prazo têm sido dadas pelas próprias empresas gigantes como Vale, Petrobras, Ultrapar e Embraer mantêm programas internos de treinamento, diz o "NYT". Mas no longo prazo "o prognóstico é mais problemático".

"O sistema educacional do Brasil está em desarranjo. Nos testes de desempenho acadêmico realizados a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com jovens de 15 anos de 57 países, os estudantes brasileiros ficaram na quarta pior colocação em ciências e na terceira pior em matemática", afirma a reportagem.

Enquanto as grandes corporações têm recursos para contratar ou treinar os melhores profissionais, empresas médias "não têm a mesma sorte".

Fonte: BBC Brasil

Outro dia estava conversando com o Secretário municipal de Desenvolvimento Urbano da cidade onde moro e ele se queixava de não encontrar mão de obra na cidade necessária para as inúmeras obras públicas que estão acontecendo por aqui. Poucos pedreiros e nenhum servente de pedreiro qualificado. Se a falta de qualificação atinge trabalhos braçais, imagine os trabalhos de ponta! Estamos bem! Sem educação e sem mão de obra qualificada, podemos esperar que todo esse crescimento alardeado pelos governantes da hora, vai beneficiar os estrangeiros. E por culpa de quem? de nós mesmos! Você que é jovem e que me lê, preste atenção: sem educação, sem qualificação, seu futuro não vale um centavo. Mãos à obra, caderno e caneta na mesa, ligue o computador, pegue um livro e vá...ESTUDAR!

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Sobre cachorros...  (REFLEXÕES) escrito em sexta 20 junho 2008 19:09

Blog de cathy :Toca da Cathy, Sobre cachorros...

Recebi um recado no Orkut com um pensamento tão verdadeiro que fiquei com vontade de compartilhar isso com você que me lê. Vê se não é isso mesmo.

Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos: "Dentro de mim existem dois cachorros: um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando..." Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimentar".

Eu ainda diria que em termos de Sociedade, e até de Humanidade, vale a mesma coisa. Eu pratico o Bem. Mesmo se às vezes meu cachorro doido me traz maus pensamentos.

Bom fim de semana a todos e principalmente aos idealistas de plantão! {#}

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O Misterioso Código Binário  (REFLEXÕES) escrito em sábado 14 junho 2008 21:42

Blog de cathy :Toca da Cathy, O Misterioso Código Binário

Ilustração de Luis Pabón (Madrid): "O Homem Binário"

Já contei para você quando foi que me apaixonei pela tecnologia da informação? Foi no dia que me explicaram o código binário. Aprendi com os técnicos da SLTI do Governo Federal na época do Bug do Milênio. Foi amor súbito.

Resumindo para os leigos: tudo, mas tudo mesmo, que você escreve, ou vê ou ouve na telinha do seu PC é formado de 0 e de 1.

Na hora em que me explicaram isso, tirei uma conclusão imediata: se o que vejo na telinha do computador é 0 e 1 então o que vejo com meus olhos também posso codificar em 0 e 1. E se o que vejo e ouço pode ser codificado dessa forma, então o que não vejo e não ouço, também. No começo era o Nada. O Zero. Então fez-se a luz. O Um.

O Criador por trás de Tudo deve ter inspirado muito especialmente o inventor do código binário. O nome dele Claude Shannon. Matemático e cientista da computação americano, em 1948 delineou uma série de fórmulas matemáticas para reduzir os processos de comunicação a códigos binários (conhecidos como bits). Shannon entendeu que os dígitos binários poderiam representar palavras, sons e imagens - uma teoria que só pôde ser colocada em prática anos mais tarde, com a invenção dos circuitos integrados. Morreu em 2001, aos 84 anos.

Mas o que é mesmo o código binário?

O sistema binário é um sistema de numeração formado por apenas dois algarismos: 0 (zero) e 1 (um). Ou seja, só admite duas possibilidades, sempre antagônicas, como: tudo / nada; ligado / desligado; presença / ausência, direito / esquerdo, alto / baixo, verdadeiro / falso, aceso / apagado...Semelhante ao sistema de numeração arábico que usamos (que, quando se chega ao 9, retorna-se ao 0), no código binário quando se chega ao 1 volta-se ao 0, já que o conjunto só possui dois algarismos.

Os microprocessadores percebem somente sinais elétricos, distinguindo-os em dois níveis de voltagem: nível alto, "high", H = tensão elétrica alta e nível baixo, "low", L = tensão elétrica baixa. Portanto, qualquer comunicação com o microprocessador pode ser reduzida exclusivamente a esses dois sinais, associando-se H com o bit 1 e L com o bit 0.

Quando os primeiros computadores foram projetados, percebeu-se que seriam necessários cerca de 250 códigos diferentes para representar, com valores diferentes, todos os números; letras maiúsculas, minúsculas e acentuadas e os demais símbolos. Então, cada caracter diferente (número, letra ou símbolo), recebeu um valor. Por exemplo, o “A” maiúsculo, foi chamado de 65, o “B”, 66 e assim por diante. O A maiúsculo, que é simbolizado por 65, em linguagem de máquina se transformou em 01000001, sendo que os dígitos são lidos da esquerda para a direita. Portanto, quando pressionamos a letra A maiúscula no teclado, o que é enviado para o processador do computador é o código binário do valor 65, ou seja, 01000001.

Quer entender a conta que permite a codificação binária? clique aqui.

Quer brincar de ver como é "eu te amo" (ou qualquer outra coisa) em código binário? clique aqui.

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Eleições e internet  (REFLEXÕES) escrito em quinta 12 junho 2008 09:23

Blog de cathy :Toca da Cathy, Eleições e internet

Foto: Obama centrou sua campanha midiática na internet

Especialista diz que candidatos à eleição de outubro precisarão investir em diálogo para atingir internauta.

Esqueça o discurso, exercite o diálogo. Difícil para políticos? Pois este é exatamente o comportamento esperado de candidatos que querem atingir o eleitor das comunidades da Internet, como Orkut e You Tube, cujo uso vêm crescendo no país em campanhas eleitorais.

A recomendação é de Marcelo Coutinho, professor da ESPM e diretor de análise e mercado do Ibope.

"O site do candidato é só discurso, não tem interatividade. Se você quer usar as comunidades de Internet, é preciso dialogar", disse ele à Reuters, tendo em mente o convencimento de candidatos sobre o eleitorado.

Coutinho, que realizou pesquisa em conjunto com dois outros professores da ESPM sobre uso da Internet nas eleições presidenciais de 2006, vai ainda mais longe ao aconselhar os candidatos que pretendem utilizar estas redes: "Esqueçam também a noção de controle".

Ou seja, para o pesquisador, o político precisa se desprender daquela neurose de que uma parte dos que querem entrar em contato com ele em um site ou uma comunidade de Internet são adversários e concorrentes que só querem prejudicá-lo.

Nessas comunidades, os candidatos podem entrar em contato com os eleitores jovens, os mais resistentes a temas políticos. Ao mesmo tempo, o levantamento dos pesquisadores indica que há interesse pelo assunto, já que existem aproximadamente 180 comunidades no Orkut sobre os atuais principais candidatos a prefeito da cidade de São Paulo, num universo de quase mil comunidades sobre eleições.

O número total é superior ao de julho de 2006, quando foram encontradas 46 comunidades sobre os principais candidatos a presidente. Nas duas eleições, o que chama mais a atenção são as comunidades pró e contra candidatos. Há dois anos, a maior comunidade pró-Geraldo Alckmin (PSDB) reunia 221 mil integrantes e a maior pró-Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 106 mil.

O crescimento contrasta com o interesse menor despertado pelas eleições municipais do que pelas presidenciais. Indica, por outro lado, o avanço do uso deste meio.

Pelo Orkut, rede social do Google, é possível participar de fóruns de discussão sobre os temas mais diversos e fazer ou encontrar amigos. Dos 60 milhões de usuários do Orkut em todo o mundo, 27 milhões ficam no Brasil.

É preciso, no entanto, dar um desconto no dado fornecido pelo Google uma vez que ele não identifica um mesmo usuário que se cadastre com nomes diferentes.

"As eleições locais mobilizam menos os eleitores do que as eleições nacionais, mas dado o crescimento acelerado da Web nos últimos anos e a popularidade crescente das redes sociais, pode ser que ao menos na Internet esta regra não se confirme", acredita Coutinho, que junto com os colegas vai atualizar a pesquisa com os dados da eleição municipal, que ficará pronta em 2009.

A Internet como um todo está acima das revistas como meio utilizado pelos eleitores para conhecer os candidatos. Nas eleições de dois anos atrás, segundo o Ibope, a Internet foi o meio de informação indicado por 6 por cento dos eleitores, ou 7,8 milhões do total de 126 milhões de eleitores daquela eleição.

As revistas ficaram com 4 por cento e os meios tradicionais permaneceram bem à frente: TV (76 por cento), jornais (29 por cento) e rádio (28 por cento).

Coutinho afirma que o patamar atual do Brasil é similar ao dos Estados Unidos no início da década, quando a Internet superou primeiro as revistas, depois o rádio e, na atual disputa presidencial, se transformou na segunda fonte de informação para os eleitores depois da TV.

O candidato democrata Barack Obama optou por reduzir sua estrutura administrativa para fazer campanha pela Internet. Ele tem usado as redes sociais para gerar envolvimento e contribuição financeira para sua campanha.

O professor afirma ainda que, apesar de o uso da Internet para temas políticos ser menor do que nos EUA e na Europa e ter impacto limitado na decisão de voto, os brasileiros, das faixas A e B, estão entre os que passam mais tempo na Web em casa, ultrapassando norte-americanos e europeus.

Fonte: Reuters

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Empresa pode acessar e-mail de funcionário, diz TST  (REFLEXÕES) escrito em terça 10 junho 2008 13:36

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso de um trabalhador e manteve a demissão por justa causa, por entender que, se ele utilizava o e-mail da empresa para tratar de assuntos particulares, seu acesso pelo empregador não representou violação de correspondência pessoal nem de privacidade ou intimidade, como alegou o empregado, uma vez que se trata de equipamento e tecnologia fornecidos pela empresa para utilização no trabalho.

Com o objetivo de comprovar que havia motivo para demitir o empregado por justa causa, a MBM Recuperação de Ativos Financeiros S/C Ltda. acessou a caixa de e-mail do funcionário e juntou ao processo cópias de mensagens e fotos por ele recebidas. Segundo o relator do agravo, ministro Ives Gandra Martins Filho, o e-mail corporativo não se enquadra nas hipóteses previstas nos incisos 10 e 12 do artigo 5º da Constituição Federal (que tratam, respectivamente, da inviolabilidade da intimidade e do sigilo de correspondência), pois é uma ferramenta de trabalho.

O ministro ressaltou que o empregado deve utilizar o correio eletrônico da empresa de forma adequada e respeitando os fins a que se destina – inclusive, conclui, “porque, como assinante do provedor de acesso à internet, a empresa é responsável pela sua utilização com observância da lei”.

Analista de suporte da MBM entre junho de 2004 e março de 2005, o trabalhador foi demitido por justa causa, acusado de fazer uso impróprio do computador. De acordo com a empresa, ele utilizava o equipamento de trabalho para participação em salas de bate-papo e no site de relacionamentos Orkut e para troca e leitura de mensagens de correio eletrônico com piadas grotescas e imagens inadequadas, como fotos de mulheres nuas.

Segundo o trabalhador, que ajuizou ação para reverter a justa causa com pedido de indenização por danos morais, o chefe o expôs a situação vexatória ao dizer, diante de todos os colegas, que o empregado acessava páginas pornográficas. O analista alegou que a caixa de correio eletrônico que utilizava era pessoal, e não corporativa, e que não havia conteúdos inadequados. Para comprovar a justa causa, a MBM vistoriou seus e-mails e anexou cópias de mensagens ao processo.

A 55ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou improcedentes os pedidos do analista, por considerar seu comportamento negligente e irresponsável, ao utilizar, indiscriminadamente, o computador da empresa e o tempo de trabalho com mensagens pessoais “de conteúdo fútil e de extremo mau gosto, inclusive com conotações de preconceito e discriminação”. Mais ainda, entendeu que a MBM não violou a privacidade ou agiu de forma arbitrária ao vistoriar sua caixa de correio eletrônico.

O analista recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) alegando utilização de prova ilícita, pois a MBM não teria autorização para vasculhar seu e-mail, que, segundo ele, era conta particular e não corporativa. Para o Regional, as provas apresentadas pela empresa não foram obtidas de forma ilícita, nos termos do artigo 5º, inciso LVI, da Constituição Federal.

Ao buscar o TST, o analista não conseguiu reverter a decisão, pois o TRT/SP registrou expressamente que o acesso foi ao conteúdo do e-mail corporativo, fornecido ao empregado para o exercício de suas atividades. Dessa forma, a alegação de que o acesso foi a seu correio eletrônico pessoal esbarra na Súmula nº 126 do TST, pois pretende o revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a natureza extraordinária do recurso ao TST.

Fonte: TI Inside com informações do Tribunal Superior do Trabalho

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